segunda-feira, 23 de março de 2026
Feliz Dia
quarta-feira, 11 de março de 2026
Parafraseando
"...Quero nadar nas suas águas
Nas ondas dos seus cabelos
Sentir seu corpo molhado
A deslizar nos meus dedos
Sem duvidar do que faço
Quero beijar sua boca
E te prender nos meus braços,
Pelas estradas por onde eu andei
Alguém igual eu nunca encontrei
Você é tudo que eu quero pra mim
Jamais amei assim
E não me importo o que é certo
Pois mesmo às vezes distante
Me sinto ainda mais perto
A noite eu sonho dormindo
De dia eu sonho acordado
Eu estarei do seu lado..."
sábado, 7 de março de 2026
Ensaio - Parte I
Invento Beijares - Parte VI
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Invento Beijares - Parte V
Percorro suas costas como quem lê um poema com os lábios, onde cada curva é uma estrofe e cada suspiro, um verso.
Sinto seu corpo se entregar aos poucos, em um arrepio que percorre você como um rio que se rende à lembrança do que somos.
Teu corpo me fala, e eu o ouço em silêncio.
É ali, entre o toque e o calor da pele, que sua entrega floresce e nosso desejo se transforma em...
reencontro.
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Semeadores de Maravilhas, Parte 17 - Ponteiros do Amor
(lyrics and music by the author)
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Invento Encontros
Outrora formaram um par daqueles que todos
acreditavam serem namorados, tamanha a empatia e demonstrações de carinho
entre ambos. Depois, a vida tratou de separar seus caminhos, construir outras
histórias e criando silêncios longos o suficiente para parecerem definitivos.
Nunca mais se viram. Nunca mais se falaram. Nunca mais se procuraram.
Até aquele domingo na área de lazer de um shopping, dessas cheias de risos
infantis e aroma de lanche de festas...
Ele estava ali apenas com seus filhos, desfrutando de um raro momento em que o tempo pareceu
desacelerar: risadas fáceis, correria sem pressa, alegria sem fim. Os três se
divertiam até mesmo quando entraram na longa fila para o lanche.
Foi então que dois olhares se cruzaram no meio
de tantas pessoas naquele ambiente. Eles se viram e se reconheceram
imediatamente.
Era Elise, acompanhando seus filhos, que curiosamente aparentavam
ter a mesma idade dos filhos de Richard. O mundo, por um instante, pareceu
perder o som. Os segundos se alongaram como se fossem horas, carregados de tudo
o que nunca foi dito, de tudo o que foi vivido e de tudo o que ficou guardado
em algum lugar no fundo do coração.
Algo se moveu dentro dos dois, inegavelmente.
Quase ao mesmo tempo, baixaram os olhos. Um
gesto instintivo, respeitoso e necessário. Entregaram os lanches aos seus filhos e seguiram à procura de uma mesa vazia.
Alguns passos adiante o destino, insistente, ofereceu-lhes mesas lado a lado, onde sentaram-se. As crianças escolheram as cadeiras sem
cerimônia, como só elas sabem fazer. E, como se o acaso tivesse senso de
ironia, sobraram exatamente duas cadeiras nas respectivas mesas, dispostas uma diante da outra.
Os olhares inevitavelmente se encontraram mais
algumas vezes. Breves, contidos, quase tímidos. Sempre com respeito. Sempre com
cuidado.
Os quatro filhos se observaram, sorriram entre si, cúmplices do mesmo lanche e dos mesmos brinquedos que faziam parte da guloseima.
Crianças reconhecem alegria com facilidade.
Ela olhou para os filhos dele e sorriu. Ele olhou para os filhos dela e fez um breve aceno com a mão. A filha dela, com a timidez doce da infância, retribuiu o gesto com um sorriso gentil.
Nada foi dito. E, ainda assim, tudo parecia
dito demais.
Ao terminarem, levantaram-se
quase juntos. Ficaram próximos o suficiente para que o passado respirasse entre
eles, mas não tanto a ponto de atravessar o limite do presente. Ele, com voz
baixa, quase como quem não quer perturbar o momento, disse:
- Seus filhos são lindos…
Elise, com um sorriso que carrega gentileza e
contenção ao mesmo tempo, respondeu no mesmo tom de voz sereno:
- Obrigada…os seus também são. Adorei conhecê-los.
Então veio a despedida. Simples. Honesta.
Necessária.
“- Tchau”, disseram.
E cada um seguiu seu caminho, levando consigo algo que não pesava, mas também não se apagava: um encontro breve e delicado, que não reacendeu promessas mas lembrou que certos amores não se perdem, mas aprendem a existir em silêncio.

