(lyrics and music by the author)
Invento Poemas
Um local de poemas, crônicas, contos, imagens e músicas...
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Semeadores de Maravilhas, Parte 17 - Ponteiros do Amor
(lyrics and music by the author)
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Invento Encontros
Outrora formaram um par daqueles que todos
acreditavam serem namorados, tamanha era a empatia e demonstrações de carinho
entre ambos. Depois, a vida tratou de separar seus caminhos, construir outras
histórias e criando silêncios longos o suficiente para parecerem definitivos.
Nunca mais se viram. Nunca mais se procuraram.
Até aquele domingo na área de lazer de shopping, dessas cheias de risos
infantis e cheiro de lanche...
Ele estava ali apenas com seus filhos, desfrutando de um raro momento em que o tempo pareceu
desacelerar: risadas fáceis, correria sem pressa, alegria sem fim. Os três se
divertiam até mesmo quando entravam na longa fila para o lanche.
Foi então que dois olhares se cruzaram no meio
de tantas pessoas naquele ambiente. Eles se viram e se reconheceram
imediatamente.
Era Elise, acompanhando seus filhos, que curiosamente aparentavam
ter a mesma idade dos filhos de Richard. O mundo, por um instante, pareceu
perder o som. Os segundos se alongaram como se fossem horas, carregados de tudo
o que nunca foi dito, de tudo o que foi vivido e de tudo o que ficou guardado
em algum lugar no fundo do coração.
Algo se moveu dentro dos dois.
Quase ao mesmo tempo, baixaram os olhos. Um
gesto instintivo, respeitoso, necessário. Entregaram os lanches aos seus filhos e seguiram à procura de uma mesa vazia.
Alguns passos adiante o destino, insistente, ofereceu-lhes
duas mesas lado a lado onde sentaram-se. As crianças escolheram as cadeiras sem
cerimônia, como só elas sabem fazer. E, como se o acaso tivesse senso de
ironia, sobraram exatamente duas cadeiras nas respectivas mesas, dispostas uma diante da outra.
Os olhares inevitavelmente se encontraram mais
algumas vezes. Breves, contidos, quase tímidos. Sempre com respeito. Sempre com
cuidado.
Os quatro filhos se observaram, sorriram entre si, cúmplices do mesmo lanche e dos mesmos brinquedos que vinham junto.
Crianças reconhecem alegria com facilidade.
Ela olhou para os filhos dele e sorriu. Ele olhou para os filhos dela e fez um breve aceno com a mão. A filha dela, com a timidez doce da infância, retribuiu o gesto com um sorriso gentil.
Nada foi dito. E, ainda assim, tudo parecia
dito demais.
Ao terminarem, levantaram-se
quase juntos. Ficaram próximos o suficiente para que o passado respirasse entre
eles, mas não tanto a ponto de atravessar o limite do presente. Ele, com voz
baixa, quase como quem não quer perturbar o momento, disse:
- Seus filhos são lindos…
Elise, com um sorriso que carrega gentileza e
contenção ao mesmo tempo, respondeu no mesmo tom de voz sereno:
- Obrigada…os seus também são. Adorei conhecê-los.
Então veio a despedida. Simples. Honesta.
Necessária.
“- Tchau”, disseram um ao outro.
E cada um seguiu seu caminho, levando consigo algo que não pesava, mas também não se apagava. Um encontro breve e delicado, que não reacendeu promessas mas lembrou que certos amores não se perdem, mas aprendem a existir em silêncio.
Invento Beijares - Parte IV
Teu ventre...
Ali mora o calor, a suavidade da entrega, o perfume do seu ser.
Ao tocá-lo, te faço lembrar da mulher que ainda floresce em você.
Meu beijo é um chamado para que sua alma sorria comigo, e seu corpo possa respirar amor outra vez.
E devagar, como quem pede licença à alma antes de se perder no seu amor, desejo que esse toque reacenda em você o desejo de viver com plenitude cada instante que estamos juntos.
domingo, 28 de dezembro de 2025
Vento Do Litoral
Teu nome chegou como brisa leve
Num tempo em que o amor esperava em silêncio
Teus gestos românticos, tanta sinceridade
Suavidade que me tocou fundo
Lembro do primeiro olhar mais demorado
Do jeito querido que só você tem
Caminhamos devagar, cada palavra era promessa
De algo maior
Foram tantos momentos em que tua companhia fez
Do tempo um refúgio doce
Os passeios de mãos dadas, as viagens
Que guardo no coração
Sentir o vento do litoral no rosto ao teu lado
Ver o pôr do sol, se deitar no mar
E por um instante o mundo parar para nós dois
Em cada sorriso teu, percebo a gentileza
Que me faz querer ficar
E naquela manhã em que tudo parecia despedida
O tempo se curvou ao nosso desejo antigo
Você me olhou com aquela doçura de sempre
O amor que esperou anos, enfim, se revelou
Foi o teu beijo naquela manhã
Que mudou o rumo de tudo,
Selando o destino em nossas mãos
O amor que esperou tanto tempo para acontecer
Se fez verdade no instante em que deixei
Você me encontrar
Hoje trago comigo cada memória
Cada traço do teu jeito meigo e atencioso
A gratidão por ter você
Caminhando ao meu lado, sendo abrigo, inspiração
Nossos momentos inesquecíveis são marcas de fé e promessa
Renovada a cada dia
Tua suavidade me faz enxergar Deus no simples
No toque, no olhar
Meu coração agradece a Deus por tua vida
E cada detalhe teu, por toda a sinceridade de amor
Sinto que fomos conduzidos com carinho divino
Para que pudéssemos enfim viver o que sempre sonhei
Teu beijo naquela manhã de despedida
foi começo, não fim
O amor que esperou anos se fez eterno
E ao teu lado sinto o vento do litoral
e a graça de Deus
Em mim.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2025
Invento Beijares - Parte III
Em todas as manhãs meu coração se agita quando te beijo.
E não é só desejo, é uma reverência silenciosa que tem a pretensão de fazê-la sentir o quanto é amada de verdade.
Quando encosto minhas mãos em você, procuro o teu sentir escondido nesse abrigo.
E beijá-la… ah, beijá-la é como agradecer por sua existência assim: inteira, sensível, mulher, querida e amada.
E como adoro ter você ao meu lado quando amanhece....
Não busco só o prazer de um beijo, você sabe.
Busco o sentido de respeito do homem que te deseja com amor e não com pressa.
Porque teu corpo não é apenas corpo.
É casa, é morada onde minha ternura encontra lugar para ficar.
E, se você permitir, eu fico.
Sem pressa.
Sem prazo.
Só com amor.
quarta-feira, 26 de novembro de 2025
Invento Beijares - Parte II
beija-la quando te abraço, sentir o amor que mora em nossos corações pelo arrepio que meu respirar provoca em você
Mas é na nuca que o seu perfume me desperta.
Hoje pensei em você ao acordar.
Quero te tocar com calma, sentir tua respiração se perder entre o querer e o permitir.
Que sua pele macia reconheça meus lábios e o corpo recorde o que é o amor sem medo.





