terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Semeadores de Maravilhas, Parte 17 - Ponteiros do Amor


(lyrics and music by the author)

A gente era pressa, era vento no rosto
Dois jovens correndo sem ter direção 
Deixamos pra trás o que tinha o gosto 
De um quase gravado no coração

A vida chamou, cada um foi pro lado
Estradas distintas, roteiros normais 
Ficou na estante um livro fechado 
Coberto de poeira de tempos atrás

Mas o mundo girou e a gente aprendeu 
Que o que é de verdade, o tempo não leva 
Eu vi no teu rosto que o meu não esqueceu 
Uma chama teimosa no meio da névoa

Já não somos os mesmos, temos marcas na pele 
Histórias vividas, lições pra contar 
Mas o frio na barriga, ah ele se repete 
No instante exato do nosso olhar

Foi um beijo que levou tantos anos pra chegar 
Um encontro de almas cansadas de errar 
Não é mais o fogo de um sonho menino 
É a brasa madura forjada ao destino

Toda saudade que a gente guardou 
Em segundos de boca o relógio parou 
O amor não atrasa, ele sabe bater 
Esperou a gente crescer pra acontecer

Hoje a gente entende o valor do silêncio 
Não precisamos provar nada a ninguém 
Olho pro teu rosto e a paz habita 
Você ri... tá feliz, minha querida

A calma de agora é o nosso começo 
Sabendo o peso que o "nós dois" tem 
Eu me reencontro no teu abraço 
A casa perfeita pro meu coração

E se alguém perguntar por que demorou tanto 
Eu digo sorrindo, enxugando o pranto 
Nossa história o destino quem dita 
Você ri... tá em casa, 
eu te amo, minha querida

Nós somos o vinho, a taça e o brinde 
De um amor que começa onde o passado finda

Foi um beijo que levou a vida pra chegar 
Um encontro de almas cansadas de errar 
Não é mais o fogo de um sonho menino 
É a brasa madura forjada ao destino

Toda saudade que a gente guardou 
Em segundos de boca o relógio parou 
O amor não atrasa, ele sabe bater 
Esperou a gente crescer pra acontecer

Esperou a gente crescer 
Valeu a pena esperar...
O beijo chegou




Não foi no mesmo dia, mas aquele 20 de janeiro abriu as portas para que ele acontecesse...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Invento Encontros


Era um dia de férias em que o acaso decidiu brincar de memória.

Outrora formaram um par daqueles que todos acreditavam serem namorados, tamanha era a empatia e demonstrações de carinho entre ambos. Depois, a vida tratou de separar seus caminhos, construir outras histórias e criando silêncios longos o suficiente para parecerem definitivos.

Nunca mais se viram. Nunca mais se procuraram.

Até aquele domingo na área de lazer de shopping, dessas cheias de risos infantis e cheiro de lanche...

Ele estava ali apenas com seus filhos,  desfrutando de  um raro momento em que o tempo pareceu desacelerar: risadas fáceis, correria sem pressa, alegria sem fim. Os três se divertiam até mesmo quando entravam na longa fila para o lanche.

Foi então que dois olhares se cruzaram no meio de tantas pessoas naquele ambiente. Eles se viram e se reconheceram imediatamente.

Era Elise, acompanhando seus filhos, que curiosamente aparentavam ter a mesma idade dos filhos de Richard. O mundo, por um instante, pareceu perder o som. Os segundos se alongaram como se fossem horas, carregados de tudo o que nunca foi dito, de tudo o que foi vivido e de tudo o que ficou guardado em algum lugar no fundo do coração.

Algo se moveu dentro dos dois.

Quase ao mesmo tempo, baixaram os olhos. Um gesto instintivo, respeitoso, necessário. Entregaram os lanches aos seus filhos e seguiram à procura de uma mesa vazia.

Alguns passos adiante o destino, insistente, ofereceu-lhes duas mesas lado a lado onde sentaram-se. As crianças escolheram as cadeiras sem cerimônia, como só elas sabem fazer. E, como se o acaso tivesse senso de ironia, sobraram exatamente duas cadeiras nas respectivas mesas, dispostas uma diante da outra.

Os olhares inevitavelmente se encontraram mais algumas vezes. Breves, contidos, quase tímidos. Sempre com respeito. Sempre com cuidado.

Os quatro filhos se observaram, sorriram entre si, cúmplices do mesmo lanche e dos mesmos brinquedos que vinham junto. 

Crianças reconhecem alegria com facilidade. 

Ela olhou para os filhos dele e sorriu. Ele olhou para os filhos dela e fez um breve aceno com a mão. A filha dela, com a timidez doce da infância, retribuiu o gesto com um sorriso gentil.

Nada foi dito. E, ainda assim, tudo parecia dito demais.

Ao terminarem, levantaram-se quase juntos. Ficaram próximos o suficiente para que o passado respirasse entre eles, mas não tanto a ponto de atravessar o limite do presente. Ele, com voz baixa, quase como quem não quer perturbar o momento, disse:

- Seus filhos são lindos…

Elise, com um sorriso que carrega gentileza e contenção ao mesmo tempo, respondeu no mesmo tom de voz sereno:

- Obrigada…os seus também são. Adorei conhecê-los.

Então veio a despedida. Simples. Honesta. Necessária.

“- Tchau”, disseram um ao outro.

E cada um seguiu seu caminho, levando consigo algo que não pesava, mas também não se apagava. Um encontro breve e delicado, que não reacendeu promessas mas lembrou que certos amores não se perdem, mas aprendem a existir em silêncio.

Invento Beijares - Parte IV

 


Teu ventre...

Ali mora o calor, a suavidade da entrega, o perfume do seu ser.

Ao tocá-lo, te faço lembrar da mulher que ainda floresce em você.

Meu beijo é um chamado para que sua alma sorria comigo, e seu corpo possa respirar amor outra vez.

E devagar, como quem pede licença à alma antes de se perder no seu amor, desejo que esse toque reacenda em você o desejo de viver com plenitude cada instante que estamos juntos.

domingo, 28 de dezembro de 2025

Vento Do Litoral


​Teu nome chegou como brisa leve

Num tempo em que o amor esperava em silêncio

Teus gestos românticos, tanta sinceridade

Suavidade que me tocou fundo

​Lembro do primeiro olhar mais demorado

Do jeito querido que só você tem

Caminhamos devagar, cada palavra era promessa

De algo maior

​Foram tantos momentos em que tua companhia fez

Do tempo um refúgio doce

Os passeios de mãos dadas, as viagens

Que guardo no coração

​Sentir o vento do litoral no rosto ao teu lado

Ver o pôr do sol, se deitar no mar

E por um instante o mundo parar para nós dois

Em cada sorriso teu, percebo a gentileza

Que me faz querer ficar

E naquela manhã em que tudo parecia despedida

​O tempo se curvou ao nosso desejo antigo

Você me olhou com aquela doçura de sempre

O amor que esperou anos, enfim, se revelou

Foi o teu beijo naquela manhã

​Que mudou o rumo de tudo,

 Selando o destino em nossas mãos

O amor que esperou tanto tempo para acontecer

Se fez verdade no instante em que deixei

 Você me encontrar

​Hoje trago comigo cada memória

Cada traço do teu jeito meigo e atencioso

A gratidão por ter você

Caminhando ao meu lado, sendo abrigo, inspiração

​Nossos momentos inesquecíveis são marcas de fé e promessa

Renovada a cada dia

Tua suavidade me faz enxergar Deus no simples

No toque, no olhar

​Meu coração agradece a Deus por tua vida

E cada detalhe teu, por toda a sinceridade de amor

Sinto que fomos conduzidos com carinho divino

​Para que pudéssemos enfim viver o que sempre sonhei

Teu beijo naquela manhã de despedida

foi começo, não fim

O amor que esperou anos se fez eterno

E ao teu lado sinto o vento do litoral 

e a graça de Deus

Em mim.


segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Invento Beijares - Parte III


imagem: Passion (Leonid Afremov)

Em todas as manhãs meu coração se agita quando te beijo.

E não é só desejo, é uma  reverência silenciosa que tem a pretensão de fazê-la sentir o quanto é amada de verdade.

Quando encosto minhas mãos em você, procuro o teu sentir  escondido nesse abrigo.

E beijá-la… ah, beijá-la é como agradecer por sua existência assim: inteira, sensível, mulher, querida e amada.

E como adoro ter você ao meu lado quando amanhece.... 

Não busco só o prazer de um beijo, você sabe.

Busco o sentido de respeito do homem que te deseja com amor e não com pressa.

Porque teu corpo não é apenas corpo.

É casa, é morada onde minha ternura encontra lugar para ficar.

E, se você permitir, eu fico. 

Sem pressa.

Sem prazo.

Só com amor.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Invento Beijares - Parte II

Sua nuca... é onde mora o começo do meu desejo.

 beija-la quando te abraço, sentir o amor que mora em nossos corações pelo arrepio que meu respirar provoca em você

Mas é na nuca que o seu perfume me desperta.

Hoje pensei em você ao acordar.

Quero te tocar com calma, sentir tua respiração se perder entre o querer e o permitir.

Que sua pele macia reconheça meus lábios e o corpo recorde o que é o amor sem medo.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Invento Beijares - Parte I


Amanhece e não quero pressa, quero apenas encostar meus lábios nos seus e te despertar...

E com esse toque, relembrar a cada manhã que o amor convida e faz nossos corações baterem acelerados.

Há algo em seus beijos que me encantam e me fazem desejar que o próximo amanhecer chegue logo.

Não é pressa, é o desejo a cada despertar...

Quero te beijar sentindo a mesma sensação da primeira vez.