segunda-feira, 4 de maio de 2026
Manhãs de Domingo
domingo, 19 de abril de 2026
Semeadores de Maravilhas, Parte 17 - Escadas (47 Degraus)
Eles se reencontraram quando tinham cinquenta anos de idade.
De fato, seus caminhos se encontraram nessa época, durante o início do distante ano de 1979, quando o destino os uniu de locais tão distantes para o mesmo Liceu Educacional;
De fato, seus caminhos se reencontraram, quando o destino os reuniu de locais tão distantes para o mesmo bairro novamente.
Um dia, no início do ano, tendo chegado ao colégio com bastante antecedência, ele permaneceu no hall de entrada aguardando os longos minutos que faltavam para o início das aulas, quando viu passar duas garotas.
Um dia, no início do ano, tendo chegado ao shopping com bastante antecedência, ele permaneceu no hall de entrada aguardando os longos minutos que faltavam para o horário combinado de sua chegada.
Ele não conseguiu desviar seu olhar daquela menina de cabelos aloirados e presos, trajando uma camisa azul-celeste e jeans cinza claro, sorriso radiante, entretida em uma conversa animada com a amiga.
Ele não conseguia desviar seu olhar do relógio, e também de imaginar como estaria hoje aquela menina de cabelos aloirados e presos, trajando uma camisa azul-celeste e jeans cinza claro, sorriso radiante.
Intrigado, Tim a seguiu até a escada que dava acesso às salas, e para sua surpresa, ambas eram de sua sala.
Ansioso, ele foi até uma livraria e escolheu um livro de histórias do Snoopy e fez uma dedicatória com data do natal.
Feita a sua parte, com o destino colocando ambos na mesma sala, em pouco tempo a amizade brotou das cadeiras das últimas fileiras para longas e animadas conversas em aula, mas principalmente na escadaria antes do início da aula, pouco se importando com nada ao redor.
Feita a sua parte, com o destino colocando ambos juntos novamente, em pouco tempo a amizade que brotou das cadeiras das últimas fileiras para longas e animadas conversas, agora floresce na escadaria da casa dela antes dele ir para sua casa descansar depois de um dia corrido na empresa, pouco se importando com nada ao redor.
Ao final das aulas, pegavam ônibus de diferentes linhas que faziam, quem diria, praticamente o mesmo trajeto que os separava por apenas poucos quarteirões....
Ao início do anoitecer, ele passa sua mão por sua cintura, e depois de um beijo, se despedem até amanhã.
sábado, 11 de abril de 2026
Quer Namorar Comigo?
segunda-feira, 23 de março de 2026
Feliz Dia
quarta-feira, 11 de março de 2026
Parafraseando
"...Quero nadar nas suas águas
Nas ondas dos seus cabelos
Sentir seu corpo molhado
A deslizar nos meus dedos
Sem duvidar do que faço
Quero beijar sua boca
E te prender nos meus braços,
Pelas estradas por onde eu andei
Alguém igual eu nunca encontrei
Você é tudo que eu quero pra mim
Jamais amei assim
E não me importo o que é certo
Pois mesmo às vezes distante
Me sinto ainda mais perto
A noite eu sonho dormindo
De dia eu sonho acordado
Eu estarei do seu lado..."
sábado, 7 de março de 2026
Ensaio - Parte I
Invento Beijares - Parte VI
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Invento Beijares - Parte V
Percorro suas costas como quem lê um poema com os lábios, onde cada curva é uma estrofe e cada suspiro, um verso.
Sinto seu corpo se entregar aos poucos, em um arrepio que percorre você como um rio que se rende à lembrança do que somos.
Teu corpo me fala, e eu o ouço em silêncio.
É ali, entre o toque e o calor da pele, que sua entrega floresce e nosso desejo se transforma em...
reencontro.
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Semeadores de Maravilhas, Parte 17 - Ponteiros do Amor
(lyrics and music by the author)
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Invento Encontros
Outrora formaram um par daqueles que todos
acreditavam serem namorados, tamanha a empatia e demonstrações de carinho
entre ambos. Depois, a vida tratou de separar seus caminhos, construir outras
histórias e criando silêncios longos o suficiente para parecerem definitivos.
Nunca mais se viram. Nunca mais se falaram. Nunca mais se procuraram.
Até aquele domingo na área de lazer de um shopping, dessas cheias de risos
infantis e aroma de lanche de festas...
Ele estava ali apenas com seus filhos, desfrutando de um raro momento em que o tempo pareceu
desacelerar: risadas fáceis, correria sem pressa, alegria sem fim. Os três se
divertiam até mesmo quando entraram na longa fila para o lanche.
Foi então que dois olhares se cruzaram no meio
de tantas pessoas naquele ambiente. Eles se viram e se reconheceram
imediatamente.
Era Elise, acompanhando seus filhos, que curiosamente aparentavam
ter a mesma idade dos filhos de Richard. O mundo, por um instante, pareceu
perder o som. Os segundos se alongaram como se fossem horas, carregados de tudo
o que nunca foi dito, de tudo o que foi vivido e de tudo o que ficou guardado
em algum lugar no fundo do coração.
Algo se moveu dentro dos dois, inegavelmente.
Quase ao mesmo tempo, baixaram os olhos. Um
gesto instintivo, respeitoso e necessário. Entregaram os lanches aos seus filhos e seguiram à procura de uma mesa vazia.
Alguns passos adiante o destino, insistente, ofereceu-lhes mesas lado a lado, onde sentaram-se. As crianças escolheram as cadeiras sem
cerimônia, como só elas sabem fazer. E, como se o acaso tivesse senso de
ironia, sobraram exatamente duas cadeiras nas respectivas mesas, dispostas uma diante da outra.
Os olhares inevitavelmente se encontraram mais
algumas vezes. Breves, contidos, quase tímidos. Sempre com respeito. Sempre com
cuidado.
Os quatro filhos se observaram, sorriram entre si, cúmplices do mesmo lanche e dos mesmos brinquedos que faziam parte da guloseima.
Crianças reconhecem alegria com facilidade.
Ela olhou para os filhos dele e sorriu. Ele olhou para os filhos dela e fez um breve aceno com a mão. A filha dela, com a timidez doce da infância, retribuiu o gesto com um sorriso gentil.
Nada foi dito. E, ainda assim, tudo parecia
dito demais.
Ao terminarem, levantaram-se
quase juntos. Ficaram próximos o suficiente para que o passado respirasse entre
eles, mas não tanto a ponto de atravessar o limite do presente. Ele, com voz
baixa, quase como quem não quer perturbar o momento, disse:
- Seus filhos são lindos…
Elise, com um sorriso que carrega gentileza e
contenção ao mesmo tempo, respondeu no mesmo tom de voz sereno:
- Obrigada…os seus também são. Adorei conhecê-los.
Então veio a despedida. Simples. Honesta.
Necessária.
“- Tchau”, disseram.
E cada um seguiu seu caminho, levando consigo algo que não pesava, mas também não se apagava: um encontro breve e delicado, que não reacendeu promessas mas lembrou que certos amores não se perdem, mas aprendem a existir em silêncio.
Invento Beijares - Parte IV
Teu ventre...
Ali mora o calor, a suavidade da entrega, o perfume do seu ser.
Ao tocá-lo, te faço lembrar da mulher que ainda floresce em você.
Meu beijo é um chamado para que sua alma sorria comigo, e seu corpo possa respirar amor outra vez.
E devagar, como quem pede licença à alma antes de se perder no seu amor, desejo que esse toque reacenda em você o desejo de viver com plenitude cada instante que estamos juntos.




