A solidão não se anuncia com estrondo. Ela chega silenciosa, quase delicada, deslizando pelos espaços que antes pertenciam a dois. Ela se esconde nas entrelinhas do cotidiano, nos pequenos instantes que um dia foram compartilhados e que, agora, ecoam vazios.
Na caminhada matinal, os passos que antes se davam no ritmo de uma conversa, hoje ressoam sozinhos no calçamento. O vento que outrora trazia risadas e promessas sussurra tantas perguntas: Por que estou aqui sem companhia? Como caminhar sozinho depois de tanto tempo? Teria sido tudo em vão?
No supermercado, a escolha simples de um pão parece agora um gesto sem sentido. O que antes, era uma decisão leve, feita com olhares cúmplices e até pequenos debates sobre qual marca era melhor, agora é um peso invisível, uma ausência que se revela entre as prateleiras, quando vem à mente que a mesa não precisa mais de dois pratos.
Na igreja, o lugar vazio ao lado no banco, agita as lembranças dos domingos onde as mãos se encontravam em silêncio, em prece conjunta, em gratidão por tudo que a vida nos dera.
No supermercado, a escolha simples de um pão parece agora um gesto sem sentido. O que antes, era uma decisão leve, feita com olhares cúmplices e até pequenos debates sobre qual marca era melhor, agora é um peso invisível, uma ausência que se revela entre as prateleiras, quando vem à mente que a mesa não precisa mais de dois pratos.
Na igreja, o lugar vazio ao lado no banco, agita as lembranças dos domingos onde as mãos se encontravam em silêncio, em prece conjunta, em gratidão por tudo que a vida nos dera.
A fé consola, mas não apaga a pergunta que insiste: Onde os caminhos de dividiram?
Tudo passou, e agora faz parte de páginas de um livro que está guardado na estante das lembranças.
Tudo passou, e agora faz parte de páginas de um livro que está guardado na estante das lembranças.
E, entre uma prece e outra, surge o desejo simples e profundo de amar de novo.
De compartilhar o amor com um sorriso, um olhar, um instante, uma viagem ou passeio, uma mão dada, o cuidar com afeto e respeito, de servir um jantar ou uma taça de vinho.
Tudo com a certeza que é tão plenamente possível de se realizar nos dias que restam por viver.
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