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terça-feira, 19 de agosto de 2025

Semeadores de Maravilhas, Parte 16 - Não Será Tarde

Eles estão juntos... como não aconteceu antes, quando a juventude lhes roubava o fôlego com sonhos impacientes e desejos urgentes, mas como agora: adultos, experientes, carregando consigo a bagagem de tudo o que viveram e a certeza do que querem.

O olhar dele, porém, não mudou. Descobriu que aquele sentimento jamais o deixou. Apenas adormecera escondido nas entrelinhas do tempo, aguardando a chance de despertar para ser vivido. E quando seus caminhos se encontraram, percebeu a que o amor nascido na adolescência possui a mesma força de antes.

Muitas vezes ele viaja em devaneios vivendo ao lado dela nos dias leves da juventude, com menos preocupações e mais vitalidade. Sonha com os dois caminhando juntos no auge de sua beleza e frescor e carregando a coragem típica dos jovens. Um quadro imaginário que, embora nunca tenha sido vivido, tornou-se parte de sua história, tamanho o sentimento que ele nutre por ela.

Mas hoje eles sabem que o tempo não os castigou e sim ofereceu-lhes uma segunda chance. Agora eles podem viver o amor de forma plena, com a consciência de quem entende que cada momento é precioso. Não há mais pressa, não há mais distrações: apenas a entrega ao sentimento que sempre esteve ali.

E ela… ela continua linda. Permanece feminina, delicada, misteriosa, e é motivo constante de sua paixão e desejo. Ele a olha e enxerga não apenas a mulher de hoje, mas também a jovem por quem um dia ficou perdidamente apaixonado, ambas reunidas em um só encanto.

Assim, o reencontro não é apenas um retorno ao passado. É a celebração também do presente, o reconhecimento de que o amor verdadeiro nunca se perde. Pode até não ser visto, mas quando retorna, vem mais forte, mais inteiro, mais real.

Porque amar afinal é isso: uma semente que o tempo pode adormecer, mas nunca destruir. Porque nunca será tarde.

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Pensamentos e Reflexões

 


A gente já viveu tanta coisa, não é?

Silêncios que doem, momentos em que tudo ficou distante, quase frio... como se a alma esperasse alguma coisa voltar a fazer sentido.

E depois de tudo isso, é impossível não valorizar o que mais importa: a companhia, o estar junto. o querer.

O simples fato de dividir o tempo, o café, os risos… e até as lágrimas com alguém com quem faz bem viver se torna tão imprescindível, tão importante, que faz o tempo urgir.

A vida nos levou por caminhos diferentes, verdade. Às vezes distantes, às vezes duros demais. Mas olhe só...
Chegamos aqui.

Agora temos esse presente. Esse “agora” que parece pequeno, é tudo o que considero de mais precioso.

Posso afirmar que agora é a nossa vez.

Nossa vez de cuidar um do outro de verdade. De perceber o cansaço no olhar no fim do dia e, em vez de palavras, oferecer um ombro. Ou um silêncio que conforta.

De preparar um café do jeitinho que o outro gosta.

De escutar sem interromper. Esperar sem cobrar. Amar sem fingir.

Porque o amor real, aquele que sustenta a alma, não se faz de grandes gestos, mas se constrói nas pequenas coisas que o mundo lá fora não vê, mas o coração sente.

E quer saber? O amor de verdade não exige perfeição. Ele pede entrega e coragem para se mostrar por inteiro. 

Cuidar um do outro é o que mais importa, porque a vida é curta demais pra se andar sozinho, e a solidão endurece, enquanto o carinho acalma. 

E se for pra escolher, que nunca falte o “eu te amo” dito de surpresa, nossos abraços demorados, a mão estendida na hora certa e aquele olhar que diz: “estou aqui com você”.

O que a vida ensinou é que ainda dá tempo.

Ainda dá pra sermos felizes com maturidade, doçura e respeito.

Porque agora…
Agora é a nossa vez.

E não existe melhor hora do que essa, de se amar com consciência, com presença, com esperança no que ainda vem pela frente.

Te amo.