segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Te Alegrar Me Alegra


Ah, minha querida

Não é pela singeleza do livro

Nem pela beleza das palavras e ilustrações

Que você tanto conhece e já leu e releu.

É tão mais que isso...

Só de imaginar a tua alegria,

meu coração exulta.

Hoje acordei 

imaginando teu sorriso.

E à noite vou dormir

com gostinho especial

de felicidade.

A tua felicidade.

R. 28/08/2017

Vivendo Encontros e Despedidas

Preciso aprender a interpretar melhor os "pensamentos" que me chegam à mente em alguns momentos.

Essa semana que passou, por exemplo, do nada trechos da música "Encontros e Despedidas" começaram a soar nos meus ouvidos, principalmente o "... e assim chegar e partir são só dois lados da mesma viagem..."

Anotei aquilo e até mandei para ela, numa alusão ao quanto é bom chegar para vê-la "...me dê um abraço, venha me apertar, tou chegando. Melhor ainda é poder voltar quando quero..."

Mas depois e ainda na mesma semana, pude compreender o outro motivo que fez com que esses versos ecoassem na minha cabeça com tanta intensidade. Foi mais um momento de "encontro e despedida" que de novo mexeu muito com meus sentimentos, dessa vez de saudades. Uma saudade diferente, que eu não vou mais conseguir resolver.

Aí me lembrei da música, e finalmente, entendi o recado,  no instante em que os "dois destinos" da música mais uma vez se encontram nos meus pensamentos.

Estou escrevendo isso para registrar como eu precisei, de novo, das suas palavras, carinho e mais que tudo, segurar a tua mão para ter o apoio que tanto me ajudou noutra noite.

R. 28/08/2017

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Quando Te Vi, Amei Teu Riso


Quando te vi, amei-te já muito antes.
Tornei a achar-te quando te encontrei.
Nasci pra ti antes de haver o mundo.
Não há coisa feliz ou hora alegre
Que eu tenha tido pela vida fora,
Que não o fosse porque te previa,
Porque dormias nela tu futuro,
E com essas alegrias e esse prazer
Eu viria depois a amar-te.
Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

(Fernando Pessoa)
(Pablo Neruda)

R. 21/08/2017

Bom Dia

Acordo

Fecho os olhos e te vejo ali, dormindo

Teu corpo coberto pelo lençol fino de algodão

escondendo tuas curvas.

Te desperto com um beijo

E namoramos...

Amo você

R. 21/08/2017

sábado, 19 de agosto de 2017

A Letra "C"

Chocolate
Chopp de Vinho
Coxinha
Café
Cama
Caipirinha
Conforto
Companhia
Cabana
Casaco
Cream Cheese
Cinema
Chique
Companhia
Cultura
Casa das Rosas
Casarão
Chás
Cervejinha
Completos
Contemplação
Camisetas
Conversar
Carinho
Cuidados
Conectados
Caminhada
Chuva
Caldo

Como Eu Queria Estar Com Você

que mais, amô?

R. 19/08/2017

Acalcado

Os dois "amô" como costumam carinhosamente se chamar, estavam conversando no final do dia, antes de dormirem.

Estavam longe um do outro, mas mesmo assim contavam como havia sido o dia, as atividades,  falando sobre tudo, e sempre se divertem. Essas conversas são para ambos a válvula de escape do estresse diário.

Ontem, não estava sendo diferente, mas uma expressão usada por ela lhe chamou a atenção, pelo longo tempo que ele não a ouvia. Ela citou que uma determinada loja costuma "acalcar" os preços. Ele sorriu, comentou isso com ela, da lembrança que a palavra lhe trouxe do tempo da infância, quando para escrever com firmeza, lhe era orientado a "acalcar" mais o lápis.

E hoje, quando quase não se usa o lápis para escrever, vou deixar uma frase, bem acaldada, igual na figura que ilustra esse post.

Eu amo você!

R. 19/08/2017

Aquele Sonho

Eu precisa chegar em casa com urgência,  e felizmente consegui uma carona com a filha dela.
Sabendo  que seu dia ė bastante corrido, fiquei feliz de contar com essa ajuda inesperada.
Estavam no carro também o seu irmão e um amigo.
Paramos em uma lanchonete e o rapaz pediu que além do lanche eles lhe vendessem uma cebola, que apesar do inusitado do pedido, parecia ter o sabor de uma maçã daquelas bem azedinhas...

E partimos para a minha casa. No caminho os meninos falaram que quando chegássemos iríamos brincar de um determinado jogo, do qual eu não tinha a menor idéia de como era, mas mesmo assim respondi assertivamente que estava de acordo. Percebendo que eu não havia entendido e, com o riso típico dos jovens eles me explicaram que era o mesmo jogo de bombinhas.

- Ahhh, sim, entendi...  (apesar de minha expressão no rosto demonstrar o contrário). E eles continuaram rindo.

A viagem foi rápida e lá chegando, abri o portão da garagem, e todos puderam ver a casa da minha infância.

Ela e a filha ficaram encantadas com o jardim bem cuidado e toda a área verde.

Fui mostrar o espaço onde aos finais de ano a família se reunia para as festas e jantares, e que agora passava por reforma, ainda incompleta.

Fomos caminhando e lá ao final estava a mesa em que minha mãe fazia suas refeições. A panela e seu prato ainda estavam por lá, indicando que ela havia saído há pouco tempo.

Seus filhos e o amigo foram embora, e eu a levei para casa para dormir um pouco, pois sabia que estava cansada.

Logo a minha mãe retornou e tivemos uma conversa rápida:
- Mãe, essa é minha amiga, que está aqui descansando um pouco...
- Então não faça barulho  e deixe-a dormir, repondeu.
Foram as suas palavras antes de sairmos para resolver outros assuntos.

Quando retornei, encontrei a porta aberta e um bilhete com estas palavras:
"- Aqui está a chave de casa.
 Volte sempre que quiser, a porta está sempre aberta"

E deixou a chave delicadamente fixada com fita adesiva.

E eu não a vi mais.

Naquele momento eu estava feliz por ela a haver conhecido, apesar de não terem tido a oportunidade de conversarem.

R 19/07/2017