quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Quando Bate Aquela Saudade

(Rubel)

É você que tem
Os olhos tão gigantes
E a boca tão gostosa
Eu não vou aguentar

Senta aqui do lado
E tira logo a roupa
E esquece o que não importa
Nem vamos conversar

Olha bem, mulher
Eu vou te ser sincero
Quero te ver de branco
Quero te ver no altar

Não tem medo, não
Eu sei, vai dar errado
A gente fica longe
E volta a namorar depois

Olha bem, mulher
Eu vou te ser sincero
Eu tô com uma vontade danada 
de te entregar todos beijos que eu não te dei
E eu tô com uma saudade apertada de ir dormir bem cansado
E de acordar do teu lado pra te dizer
Que eu te amo
Que eu te amo demais

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Sair Para Caminhar




Desfoco a imagem que viu a bela

Para que meu imaginário nos coloque 

No lugar dos namorados saindo da escola.

Às dez e trinta e seis

grito teu nome em silêncio.

Atende...

 03/10/2016

domingo, 2 de outubro de 2016

Mirante



Subi ao mirante que imaginei

Do alto contemplei o vale e as luzes da cidade

Procurei minhas duas estrelas que são os teus olhos.

E senti o vazio que tua ausência me traz

Preciso me aquecer 

No calor da tua companhia.

02/10/2016

sábado, 1 de outubro de 2016

Música Para Acampamento


Há tempos que Natan desejava realizar um antigo sonho, que era acampar.  Acampar sozinho, experimentar a sensação de não depender de ninguém além de si próprio para fazer todas as coisas do dia, desde o acordar.

Boa parte disso já compõe sua rotina porém de forma entediante, e por isso, com o aproximar de um feriado prolongado, desta vez ele não hesitou e iniciou os preparativos. Pesquisou locais, conseguiu uma barraca, comprou colchonete e suprimentos para alguns dias em contato com a natureza.

Na madrugada de quinta-feira, o despertador alardeia que é hora de partir para a aventura. e ele que já havia deixado tudo pronto desde a noite anterior, toma um café, entra no carro e vai para a estrada ainda no escuro da madrugada. Céu claro, nenhum trânsito e uma música country embalam a viagem até o Vale da Pedras, na Serra da Mantiqueira, numa pequena reserva de Mata Atlântica.

A viagem dura poucas horas e ainda de manhã ele já se instala próximo ao mirante, que lhe possibilitará uma excelente visão de todo o vale. A fenda entre as montanhas parece haver sido desenhada para emoldurar aquele quadro diário, ao som das águas da cachoeira distante poucos metros, e do cantarolar de pássaros da região.

Tudo arrumado, ele sai para um passeio pelos arredores, que termina com um banho nas águas geladas do rio. Ao voltar, percebe haver outra barraca instalada bem próxima a sua. Ficou intrigado pois o espaço no mirante era tão amplo... Mas tudo bem, até por questão de segurança naquele local ermo, seria preferível mesmo dividir o espaço com mais pessoas.

Notou que seu vizinho era uma pessoa experiente em acampamentos, pois estava tudo organizado de forma bem prática, que ele não teve como não copiar algumas idéias que acabara de ver, e sentou-se para ler um livro. Recostado na mochila, acaba cochilando até ser acordado horas depois, por mãos que se colocam sobre seus olhos, como naquela brincadeira de criança.

Eram mãos femininas, suaves e com um leve aroma de ameixas. Rapidamente o susto pela inusitada surpresa vai passando e numa fração de segundos ele tenta adivinhar quem poderia ser, já que não comentara com ninguém deste seu acampamento. Mas o aroma do perfume não deixou dúvidas e ele se virou rapidamente, quase não acreditando ser ela.

Seus olhos se encontraram e um sorriso mútuo os dominou.
"- Mas como você descobriu??" ele perguntou, ainda sem acreditar em seus olhos.

"- Eu não descobri, meu querido. Eu apenas vim. Sabia apenas que seria especial, o que  confirmei quando reconheci seu carro estacionado lá embaixo quando cheguei.
Agora vem, vamos ver o nosso pôr-do-sol..."

Guardaram tudo na barraca dele e, mãos dadas, caminharam para o mirante onde puderam contemplar o pôr-do-sol sem nenhuma porta ou janela de aeroporto.

Apenas o céu, e sem terem que se despedir,..
01/10/2016 (12...)

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Queria Escrever


Queria escrever um post lindo, cujas palavras se transformassem em alegrias ao teu coração.

Mas só o que eu consigo é continuar repetindo o quanto gosto de Você e quanto sinto a sua falta.

Sinto a sua falta quando não tenho com quem compartilhar a delícia do aroma da chuva nem da brisa suave tocando meu rosto.

Sinto a sua falta quando me deito para dormir e não tenho o teu abraço e teus beijos.

Sinto a sua falta quando não ouço tua voz dizer "bom dia", "dormiu bem?"

Sinto a sua falta quando caminho pelo parque à noite e não tenho sua mão dada à minha.

Sinto a falta do teu sorriso e da luz que os teus olhos emanam.

Queria escrever um post lindo pra dizer tanta coisa...

R.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

There We Are


É mais que saudade. É aquela necessidade gigante de apenas estarmos juntos...

"Listen to me and I'll sing you a song
and the time will go by till you never know where it's gone.
Talk to me and I'll tell you my life story.
Walk with me and I'll tell you my dreams of glory.
There we are walking hand in hand, somewhere on the sand
at the end of the land and the edge of the shining sea."

...(There We Are - James Taylor)
 23/09/2016 - Spring

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Para Você


A ideia não foi minha, o texto não é meu.

Mas é como se fosse...
Adaptei

"As borboletas no estômago voltaram. Aquele frio na barriga que eu pensei que não fosse nunca mais sentir. Uma vontade absurda de ouvir a sua voz, de mergulhar no seu abraço, de ter você sempre aqui por perto. Quem diria... De tantas vidas por aí, a sua foi esbarrar logo na minha. E eu, que andava dizendo aos quatros ventos que não iria mais me apaixonar, já estou pensando no nome do nosso primeiro cachorro. Já estou fazendo planos para a nossa viagem no verão. Já estou desejando o seu beijo no primeiro minuto do ano novo. E eu, que andei correndo de tantos relacionamentos, que andei machucando pessoas por aí, que acabei me tornando frio e descrente do amor, já estou imaginando o nosso filho correndo na pracinha no final de mais um dia de colégio. Imaginando-o com os seus olhos, o seu nariz, a sua covinha e o meu sorriso quando te vejo. É... Acho mesmo que chegou a hora. Vou avisar ao pessoal do esquenta de sexta que eles vão ter que arrumar outro apê. To trocando o barzinho com os amigos pelo filme no sofá da sala. To trocando a prancha de surf pela toalha esticada na areia. To querendo passar esse restinho de vida ao seu lado. Posso? Juro que consigo enxergar a gente daqui a algum tempo. Eu escrevendo uma poesia na sala enquanto você escolhe o look do seu próximo ensaio. Eu tentando compor uma nova música enquanto você rega as plantas do jardim. Eu cada vez mais apaixonado pelo seu sotaque e você dando risada do meu. Estava aqui pensando... Acho que vai ficar bem bonito o nosso convite de casamento com as letras “R” e “R” em dourado na capa. De verdade, eu espero que seja sempre assim. A gente se encaixando em nossas diferenças e a vida ganhando mais cores. Eu não sei o que você viu em mim, mas espero que continue enxergando por muito tempo. Depois de tantas praias, tantas ondas e tantos caldos. Depois de tudo que vivi até aqui, eu juro que já não acreditava mais. Até que te vi sorrindo pela primeira vez" (Rafael Magalhães, em Precisava Escrever, 09/2016)

início de 1979